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Teses

EM CURSODOUTORAMENTOMESTRADO

Carlos Mesquita (bolseiro FCT)
Conceito e poética na obra de Bill Viola. Entre o tempo e o verbo, esculpindo a luz, mesmo
Universidade de Vigo, Departamento de Escultura. Directora: Yolanda Herranz
O projecto de investigação apresenta uma reflexão sobre a obra videográfica de Bill Viola na perspectiva do estudo das relações que na sua obra se estabelecem entre texto e imagem. Neste estudo são abordados os seguintes temas: aproximação à história da videoarte; o processo criativo de Bill Viola; proposta de interpretação da obra do autor.
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César Machado Moreira (bolseiro da FCT)
Hidroelectrica do Cávado (1945/1964). Uma Ideia de paisagem na arquitectura de Januário Godinho
Universidade do Porto, Faculdade de Arquitectura. Orientador: André Tavares
Tendo como principal objectivo modernizar Portugal através da electrização, construíram-se, no início da segunda metade do século XX, diversas centrais hidroeléctricas em Portugal.
Esta investigação pretende estudar um desses processos de aproveitamento dos recursos hídricos, a transformação da paisagem e através dele compreender o ideário projectado pelo Arquitecto Januário Godinho para esse território.
Para explicar o modo pelo qual o arquitecto enfrentou a consideração do lugar nos projectos para a HICA, de como este afectou a concepção dos seus edifícios e de como incidiram esses edifícios no lugar em que se incorporaram, propomo-nos ler a oposição entre três ideais de paisagem que correspondem a três momentos da sua transformação: a paisagem praticada; a paisagem desejada; e a paisagem materializada.

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Manuel Ferreira da Silva
O arquitecto Francisco Oliveira Ferreira e a arquitectura do seu tempo
Universidade de Valladolid. Director: Ramón Rodriguez Llera
Pertencendo à geração designada “de transição” ou “de compromisso”, Francisco Oliveira Ferreira foi autor de obras cronologicamente pioneiras não só pelo uso do betão mas ainda pela funcionalidade e modernidade da linguagem utilizada, como é o caso da Clínica Heliântia, marco da arquitectura senatorial portuguesa.
Avaliar e interpretar criticamente a sua obra, hoje pouco conhecida, permitirá reequacionar os problemas centrais recorrentes na historiografia sobre as condições de produção arquitectónica da primeira metade do século XX em Portugal.

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Miguel Moreira Pinto (bolseiro da FCT)
João Andresen 1920/1967
Universidade de Valladolid. Directores: Pedro Vieira de Almeida e José Jové
A investigação sobre a obra do arquitecto João Andresen desenvolve-se a partir do que o autor, em determinado momento, designou de “tempo português” – ideia-chave que Andresen nunca esclareceu emrigor e que admite interpretações circunstancialmente distintas em função do momento, das propostas e dos textos que têm no seu trajecto uma influência e impacto particulares: Espaço, Tempo e Arquitectura de Sigfried Giedion e A Cultura das Cidades de Lewis Mumford.
Em função da noção de um “tempo português” abordam-se necessariamente conceitos como os de Espírito da Época, do Lugar, Novo Regionalismo e Regionalismo Crítico.
A tese procura demonstrar como a expressão subentende diferentes formas de olhar a história e de encarar o progresso e de como essas diferentes perspectivas do tempo traduzem distintas práticas de projecto.

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Miguel Oliveira
O conceito de rizoma e a re-definição do campo experimental da arte conceptual. A experiência de arquivo e a criação diagramética no ‘conceptualismo global’
Universidade do Porto, Faculdade de Belas Artes. Orientador Diniz Cayolla, co-orientador: Éric Alliez
Com esta tese pretendemos desenvolver a relação entre arte e filosofia a partir da “arte conceptual”, da “arte do conceito” ou da “arte ideia”, questionando o arquivo que reúne a disparidade de trabalhos relacionados com estas categorias de produção artística, construindo diagramas de sentido e mapas de exploração deste arquivo a partir de duas grandes questões: o “fim da arte” e a “autonomia da arte”. A partir destas operações de re-conhecimento da matéria ou do objecto do nosso trabalho apresentar um dispositivo que ainda hoje julgamos dominante no “espaço público” da arte contemporânea, o dispositivo do “conceptualismo global”. Apesar desta categoria enquanto categoria instituída de “arte conceptual” estar ligada ao que se chamou na filosofia anglo-saxónica “linguistic turn”, não acreditamos que esgote minimamente as possibilidades desenvolvidas no conceptualismo contemporâneo. Assim pretendemos aplicar uma imagem do pensamento enunciada por Deleuze e Guattari, o “Rizoma”, e experimentar os seus “princípios de prudência prática experimental” no tratamento da matéria referida e considerar um modo mais rigoroso de aproximação a esta produção artística que denominámos como “abertura conceptual” ambicionando re-definir o espaço de experiência aberto no investimento conceptual.
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Paulo Telles de Lemos
Semelhanças e diferenças do espaço urbano de Lisboa e Porto na 2ª metade do século XIX. Estudo comparado das avenidas da Liberdade e dos Aliados
Universidade de Valladolid. Directores: Maria Helena Maia e Ramón Rodriguez Llera
Esta tese pretende proceder ao estudo urbanístico e arquitectónico comparativo das avenidas da Liberdade em Lisboa e dos Aliados no Porto, com vista a estabelecer as similitudes e diferenças existentes na forma de fazer e pensar a cidade.
O estudo destas duas avenidas – datadas do período compreendido entra a segunda metade de oitocentos e as primeiras décadas do séc. XX – assenta em dois tipos de abordagem: (1) uma abordagem diacrónica, que permita refazer os momentos mais significantes que conduziram e moldaram a sua concretização; (2) uma abordagem sincrónica que permita a análise e compreensão das avenidas nas suas implicações arquitectónicas e urbanas actuais.

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2015 | Henrique Muga
O imaginário na obra cinematográfica de João César Monteiro
Universidade Fernando Pessoa, Porto. Doutorando em Ciências Sociais, especialidade Psicologia, linha de investigação Psicologia da Arte . Directora: Maria Antónia Jardim
Pretende-se analisar o imaginário, isto é, os símbolos e a sua dinâmica mitológica, na obra cinematográfica de João César Monteiro (1939-2003).
Espaço do trabalho do corpo, dos sentidos e da imaginação, sob a égide da função simbólica, o imaginário é um «lugar de entre saberes», um lugar de cruzamento de aproximações filosóficas, antropológicas, psicológicas, neurológicas, poéticas, espelho revelador da essência da vida mental. Se a arte em geral e o cinema em particular é um dos espaços onde a consciência simbólica atinge o nível mais elevado de funcionamento, a filmografia monteiriana, pela originalidade e qualidade, afigura-se como um «filão» precioso e objeto de uma já vasta mas infindável exploração.
Ancorado numa perspetiva da psicologia da arte, no espírito de uma epistemologia que concetualiza o saber como transdisciplinar, híbrido e autobiográfico, e adotando uma abordagem plurimetodológica, o nosso contributo passa por dois eixos principais: cruzar diferentes abordagens teóricas de leitura do imaginário monteiriano, com especial ênfase para a mitocrítica de Gilbert Durand e a arquetipologia de Carl Jung; identificar sincronicidades entre a mitologia monteiriana e outros mitos nacionais, refletindo sobre o sentir e o sentido da lusitaneidade neste virar de milénio.
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2015| Isabel Matias
Vilas Termais de Montanha. Desenvolvimento urbano e contexto na Arquitectura Moderna portuguesa, 1934-1974
Universidade de Valladolid. Director: Dario Alvarez
A abordagem efectua-se na perspectiva da evolução verificada no termalismo desde finais do século XIX e durante parte do século XX, com incidência no Estado Novo (1933-1974), através da obrigatoriedade legal decretada durante o Estado Novo em elaborar instrumentos de planeamento e gestão territorial para as áreas urbanas existentes e para as áreas turísticas, nomeadamente para as estâncias termais e percepcionar o desenvolvimento urbano efectivo nas vilas termais estudadas. Desta forma, pretendemos investigar o desenvolvimento dos primeiros instrumentos de ordenamento do territorial em Portugal, tendo em consideração o desempenho dos profissionais que os realizaram e ainda a sua efectiva (ou não) concretização no território.
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2015 | José Alberto Pinto
Plasticidades Sonoras e Corpo Intermédia: Contributo(s) à afirmação de um corpo experimental sonoro
Universidade do Porto. Faculdade de Belas Artes. Orientador: Miguel Leal
Nesta proposta de investigação teórico-prática, são diversas as questões a estudar, identificando os elementos inerentes ao sonoro e aos seus paradigmas de escuta, identidade e imaginário, continuamente em construção.
Pretende-se experimentar o desenvolvimento de sentidos plásticos do sonoro que remetam para o ruído e a saturação do “noise, para uma aproximação, na sua narratividade, à componente “concreta” e electroacústica da música, para “soundscapes” próximos à pintura e à escultura, a objetualização e espacialização do sonoro, o “site specific” sonoro ou as relações de temporalidade, mediação e repetição que acentuam a “natureza” plástica dos próprios sons.
Possibilidades de criação sonora no contexto das artes plásticas e de desenvolvimento de concepções que, “exclusivamente” sonoras ou interligadas ao uso intermédia do som, resultem na manutenção da autonomia e da primazia do som sobre a imagem.
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2015 | Nelson Araújo
Interceções Estéticas no Cinema Português entre as Décadas de 60 e 80 do Século XX
Universidade de Vigo, Faculdade de Belas Artes. Orientador: Carlos Melo Ferreira, coorientador: José Chavete
Na década de 60, uma nova forma de fazer cinema é levada a cabo: constata-se uma mudança em termos estéticos, que será consolidada nas décadas seguintes. O meu percurso passa pela questão da forma imagética que caracteriza o cinema português naquela fase, onde investigarei o seu carácter de estilo. Para tal recorreremos a vários aspetos de feição externa que modelam este cinema.
Pretende-se, assim, aferir da existência de relações visuais nas diversas obras cinematográficas no período que pretendemos estudar e responder à questão de partida: Dentro da diversidade cinematográfica portuguesa existem afinidades estéticas que estruturem uma forma cinematográfica?
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2015 | Sérgio Leitão (bolseiro da FCT)
Definições situacionistas: conceitos operativos na prática artística contemporânea
Universidade de Vigo, Departamento de Pintura. Director: Alberto Samaniego
O projecto de investigação parte das Definições elaboradas em 1958 pela ‘Internacional Situacionista’ (1957-1972) para avaliar a sua influência no desenvolvimento da arte contemporânea. Estrutura-se em torno de dois conceitos situacionistas principais – détournement e dérive – para apresentar uma reflexão sobre a produção artística que consideramos partilhar essas premissas de intervenção e de experiência plástica e estética nos nossos dias.
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2015 | Sónia Tourón (bolseira do governo espanhol)
La fotografía y el cuerpo del artista: acción/representación. Desde los años 60 hasta la actualidad
Universidade de Vigo, Departamento de Escultura. Directora: Yolanda Herranz. Orientadora na estadia de investigação no CEAA: Maria Helena Maia

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2014 | Jorge Cunha Pimentel
Obra Pública de Rogério de Azevedo. Os Anos Do SPN/SNI e da DGEMN
Universidade de Valladolid. Directores: Pedro Vieira de Almeida/Maria Helena Maia e Ramón Rodriguez Llera
Este projecto visa estudar a obra pública realizada essencialmente para o SPN/SNI e para a DGEMN pelo gabinete do Arquitecto Rogério de Azevedo desde o final da década de vinte até ao início da década de quarenta, nomeadamente os programas das Escolas Primárias e das Pousadas Regionais e as intervenções em espaços e edifícios de interesse patrimonial. Através dessa obra pública procurar-se-á analisar o posicionamento e os contributos que o Gabinete teve para a forma como os arquitectos se relacionaram com o património arquitectónico nas suas múltiplas vertentes. Será também analisada a sua contribuição para as leituras e apropriações do Movimento Moderno e consequente evolução da arquitectura portuguesa nos anos de afirmação e consolidação do Estado Novo.
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2013 | Alexandra Trevisan
As Influências Internacionais na Arquitectura Moderna no Porto (1926-1956)
Universidade de Valladolid. Departamento de Teoria de la Arquitectura y Proyectos Arquitectonicos. Director: Ramón Rodriguez Llera
Trata-se neste projecto de detectar o modo como se traduziu a influência da arquitectura internacional, particularmente europeia, na arquitectura portuguesa num período político marcado pelo Estado Novo.
Assumindo a posição de que a arquitectura do Porto neste período se concretizou através de várias contribuições individuais e não através de grandes protagonistas, propomo-nos aferir o grau de envolvimento dos arquitectos com a Cidade, com o poder político e a existência de grupos independentes deste, que de algum modo tenham criado alternativas fundamentadas nas influências exteriores, como é o caso do Movimento Moderno e da sua repercussão no Grupo ODAM.
Tentaremos também demonstrar que pela via do diálogo com as Instituições, particularmente com a Câmara Municipal, a criação de obras modernas no Porto se fez de modo mais consentâneo.

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2012 | Eduarda Neves
Sobre o auto-retrato. Fotografia e modos de subjectivação.
UNED – Facultad de Filosofia. Departamento de Filosofia y Filosofia Social y Politica. Orientador: Simon Marchán Fiz
A figura de Narciso contemplando-se na superfície da água ou as noções de ego e pulsão, constituem referências habituais nas análises sobre o auto-retrato. No entanto, optamos na nossa investigação por explorar campos de reflexão não centrados em interpretações psicológica e psicanaliticamente orientadas. Considerando que, no domínio da arte contemporânea, a auto-representação encontra na imagem fotográfica um dos seus espaços de eleição, propomos sugerir outras hipóteses de leitura em torno de conceitos como os de realismo óptico e subjectividade, sujeito e simulacro, arquivo e diferença, capitalismo e identidade ou ainda de corpo improdutivo. Autores como Michel Foucault, Gilles Deleuze e Félix Guattari ou Peter Sloterdijk foram centrais na nossa investigação. De igual modo não podemos deixar de referir as sempre lúcidas e actuais críticas de Marx, Walter Benjamin e Pierre Bourdieu ao sistema capitalista. Na segunda parte, cada auto-retrato em análise se objectiva como paradigma visual de uma formulação conceptual desenvolvida na primeira parte. Assim, os auto-retratos de Thomas Ruff, Jeff Wall, Marcel Broodthaers, Martha Rosler y Jürgen Klauke, revelaram-se inesgotáveis fontes ruminantes. Estes artistas, verdadeiros atletas afectivos (como chamou Artaud ao actor) estarão sempre, como diria Foucault, onde nunca os esperamos.
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2012 | Maria Covadonga Barreiro Rodríguez-Moldes (bolseira do governo espanhol)
Máquinas poéticas y artefactos. Mecánicas del movimiento en la creación artistica contemporánea (actitudes / utopias)
Universidade de Vigo, Departamento de Escultura. Directora: Yolanda Herranz. Orientadora na estadia de investigação no CEAA: Maria Helena Maia.
La Tesis Doctoral se ocupa de las piezas artísticas objetuales dotadas de movimiento a partir una revisión de la aparición de elementos mecánicos en el arte, fundamentalmente desde el periodo de las vanguardias históricas y hasta nuestros días. En una época, la actual, dominada por la tecnología, la pantalla, lo digital y la virtualidad, esta investigación supone una mirada fascinada hacia lo mecánico y hacia artefactos, artilugios o máquinas precarias, así como una llamada de atención sobre la experiencia real y en directo de objetos y mecanismos ensimismados, regidos por un movimiento en muchos improductivo e inestable.
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2011 | António Preto
Manoel de Oliveira : Cinéma et littérature
Université Paris-Diderot – Paris 7. Orientador: Claude Murcia
Iniciado no tempo do cinema mudo e desenvolvendo-se até ao presente, o percurso criativo do realizador Manoel de Oliveira acompanhou as transformações mais importantes da história do cinema. A relação com a literatura é uma das dimensões mais particulares da sua obra, assim como um dos ângulos de estudo que melhor permite observar a originalidade das suas propostas, sem por em causa a heterogeneidade dos filmes realizados. A multiplicidade das interrogações estéticas e epistemológicas que orientam a apropriação oliveiriana dos objectos literários obriga a repensar a noção de adaptação e a reavaliar as fronteiras entre teatro e cinema, bem como entre documentário e ficção.
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2011 | Ivan Rincón Borrego
Sverre Fehn: La forma natural de construir
Universidade de Valladolid. Departamento de Teoria de la Arquitectura y Proyectos Arquitectonicos. Directora: Josefina Gonzalez Cubero. Orientador na estadia de investigação no CEAA: Pedro Vieira de Almeida
Las raíces modernas de pioneros como Arne Korsmo y Knut Knutsen, sumadas al interés por la construcción vernacular conforman la identidad arquitectónica de la vanguardia noruega de la que se nutre Sverre Fehn. En sus años de juventud Fehn participa en los CIAM y forma parte de PAGON (Progresive Architects’ Group of Oslo, Norway) junto a Norberg Schulz, Jorn Utzon y el propio Korsmo en 1951, lo que posteriormente le permite trabajar en París junto a Jean Prouvé en 1954. Este hecho deja una huella palpable en toda su trayectoria caracterizada por una arquitectura fundamentada en la racionalidad constructiva, la industrialización de los materiales, la modulación de la forma y la economía de medios formales y compositivos.
Sus proyectos se debaten entre el hecho arquitectónico entendido como elocuente lenguaje constructivo, el espacio concebido como memoria del lugar y el dibujo como reflejo de las vivencias que acompañan al arquitecto nómada en sus viajes, especialmente el que realiza a Marruecos en 1951, y clases impartidas en la AHO.
La actitud de Sverre Fehn carece de veleidades, es rigurosa e intensa en lo formal, pero también es refinada en la interpretación poética y cultural que hace del entorno y, sobre todo, precisa respecto al arte constructivo que emana de cada idea y cada material.
La distancia intelectual que une la creación humana y el lenguaje de la naturaleza, es la senda por la que discurren los pasos que da Sverre Fehn en su arquitectura guiado por LA FORMA NATURAL DE CONSTRUIR.

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2011 | Miguel Silva Graça
Shopping (&) Center: Sobre o consumo, a cidade e os centros comerciais em Portugal e na Europa
Instituto de Urbanística da Universidade de Valladolid. Directores: Nuno Portas e Maria Castrillo Romón
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2010 | Assunção Pestana
Educação Artística. Da prática artística à prática docente, as Pastas e os Blogues como dispositivos pedagógico-didacticos
Universidade de Santiago de Compostela. Directoras: Maria de Jesus Agra e Estela Pinto Ribeiro Lamas
A nossa pesquisa é realizada em dois contextos formativos, Escola Superior de Educação Jean Piaget/Arcozelo e Escola Superior Artística do Porto. Promove-se a articulação entre dois quadros referenciais de dois domínios do Ensino Artístico Superior: Formação de Professores do Ensino Básico e Formação Artística para Artistas Plásticos/Intermédia, com base nos dois dispositivos pedagógico-didácticos, pastas e blogues, sustentados na metodologia qualitativa recorrendo às narrativas de vida, uma vez que importa problematizar a influência do professor/artista plástico no activo profissional e o modo como se entrecruzam as dinâmicas específicas, para professor em Artes e professor do Ensino Básico. Com esta pesquisa procura-se mapear o evoluir de estéticas presentes nas comunidades onde as escolas estão inseridas.
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2009 | Nuno Rodrigues
Vanguarda e diferença: Gilles Deleuze e arte menor
Centre for Research in Modern European Philosophy, Middlesex Univeristy, Londres. Orientadores: Peter Osborne e Éric Alliez
Esta tese tem como objectivo reavaliar o alcance político da arte moderna sob o ponto de vista da condição histórica da pós-vanguarda. Assente num conceito afirmativo de diferença, toma a filosofia de Gilles Deleuze como o ponto de partida para repensar a relação entre arte moderna e política. A tese é composta de duas partes. A primeira realiza uma introdução crítica ao conceito de vanguarda tal como é conceptualizada pela teoria crítica; a segunda parte desenvolve um conceito de diferença artística que tenta superar, conceptual e historicamente, os impasses inerentes à problematização vanguardista da relação da arte com a vida. Essa posição crítica é elaborada através da introdução da noção de arte menor de Gilles Deleuze e Félix Guattari.
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2008 | Ana Lídia Virtudes
Transformações Urbanísticas Modernas Sobre o Espaço Histórico de Santarém
Universidade de Valladolid / Universidade da Beira Interior, 2008. Diretores: María Castrillo Rómon e Victor Cavaleiro.
Os processos urbanísticos de transição para o modelo centro-periferia (cidade moderna), não são exclusivos da Europeia mais proeminente ou pioneira da Revolução Industrial. Como se comprova, o interesse do caso de Santarém é, que estas mudanças se operam num espaço previamente sujeito a uma forte decadência urbana; a transformação numa estrutura urbana de centro único é de uma grande radicalidade; e a mudança estrutural assenta em transformações espaciais intensas e até violentas (como a ligação à ferrovia).
Esta Tesis Doctoral interpreta as transformações urbanísticas no espaço histórico de Santarém, desde a desamortização (1834) ao primeiro plano urbanístico da cidade (1948); investiga a transformação da estrutura espacial do início do séc. XIX (medieval) no modelo centro-periferia, o sentido geral destes processos na sua evolução urbanística, as suas particularidades e os aspetos comuns aos descritos para Portugal e na Europa.

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2006 | Joana Cunha Leal
Arquitectura privada, política e factos urbanos em Lisboa: da cidade pombalina à cidade liberal
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa. Orientadora: Margarida Acciaiuoli
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2004 | Né Barros
Corpo e Sentido: uma proposta sobre a materialidade na dança
Universidade técnica de lisboa – FMH. Orientadores: Paulo Cunha e Silva e Ana Paula Batalha
Fora das grandes representações, a dança indiferencia-se na sua condição de presente: enquanto movimento, acto de percorrer, espaço vão e fundamental que momento a momento traça um percurso. É neste espaço de indiferenciação que se problematiza e se discute a materialidade na dança enquanto processo contínuo de reinvenção de um corpo e de uma noção de corpo, uma logia que se indissocia duma grafia do corpo. Assim, o objectivo geral desta tese é discutir a constituição e dissolução de um mesmo fenómeno: a dança. E, da mesma construção. Coreografia vem por isso, entendida como escrita-tentativa para a qual dramaturgia ou cartografia se assumem como possibilidades operatórias, como espaços lógicos, que permitem perceber o corpo como espaço de narração ou como um pós-organon – não exclusivamente como organização, mas como corpo não dirigido, deslocalizado ou mesmo, imperceptível. É neste território provisório do sentido sempre em construção, que é também o território da ficção, que o coreógrafo opera: constrói um corpo que ainda não existe para a dança, um corpo-poema, e se transforma num criador de mitos. O corpo poema do coreógrafo é a apresentação da sua criatura. O ser da dança radicaliza-se na criatura, é neste sentido que dizemos que a dança inventa um corpo. A nossa proposta é o elogio de uma real virtualidade que na comparação entre poética e o pós-orgânico se entrevê o mundo da criação como extra-criação
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2002 | Maria Helena Maia (bolseira PRODEP)
O Restauro arquitectónico em Portugal. Emergência e consolidação de uma noção
Universidade de Valladolid. Departamento de Teoria de la Arquitectura y Proyectos Arquitectonicos. Director: Julio Arrechea Miguel
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2001 | Fátima Sales (bolseira FCT/PRAXIS XXI)
Januário Godinho na arquitectura portuguesa ou a outra face da modernidade
Universidade de Valladolid. Departamento de Teoria de la Arquitectura y Proyectos Arquitectonicos. Director: Antón Capitel
A tese apresenta como objectivos principais: reler a História, fazer uma aproximação crítica ao Movimento Moderno, interpretar os traços e reavaliar a arquitectura de Januário Godinho. O pouco que se pronunciou sobre questões teóricas, não implica que não se deduza uma certa visão dos problemas conceptuais da arquitectura. Januário Godinho inicia toda uma postura crítica a um certo idealismo da arquitectura moderna que, na perspectiva desta tese, é o início de algo mais significativo e abrangente do que a sua obra. A tese começa por detectar a condição lacunar da historiografia do Movimento Moderno. Torna relevante o facto de que o critério das “gerações”, assim como, o dos “decénios” igualmente admitido entre nós, têm contrubuido para continuar a convenção historiográfica. Propõe uma ponderação crítica das diversas personalidades. Traça uma trajectória pelos textos e interpretações produzidos até ao momento sobre Januário Godinho. Considera o arquitecto dentro do quadro ideológico e cultural dominante. Avalia posições e destaca o seu carácter único e pioneiro no que se refere às noções de envolvência e integração no contexto, colocando-o como a contribuição mais significativa à arquitectura contemporânea portuguesa.
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2000 | Matilde Pessanha (bolseira FCT/PRAXIS XXI)
Lugar e Habitar Poético na Arquitectura de Álvaro Siza ou Siza e o Labirinto do Tau
Universidade de Valladolid. Departamento de Teoria de la Arquitectura y Proyectos Arquitectonicos. Director: Antón Capitel

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1998 | Pedro Vieira de Almeida (bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian)
Os Concursos de Sagres. Representação 35. Condicionantes e consequências
Universidade de Valladolid. Departamento de Teoria de la Arquitectura y Proyectos Arquitectonicos. Director: Ramón Rodriguez Llera
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2013 | Maria Carneiro
As Implicações do Processo Criativo na Definição de um Posicionamento Estético no Teatro – O Caso da Companhia Hotel Pro Forma
Mestrado em Teatro, Escola Superior Artística do Porto (ESAP). Orientadoras: Né Barros e Kirsten Dehlholm
O Hotel Pro Forma é conhecida pelo seu trabalho à volta da performance visual e do teatro musical, assim como, no investimento em trabalhos de desafio da perspectiva e percepção do espectador. Assim, é intenção desta dissertação enquadrar o trabalho da companhia no panorama teatral contemporâneo através do estudo de processos, metodologias e matérias. De seguida será tido em consideração a teoria da recepção como resultado de toda uma poética da criação, assim como, como a companhia dá a ver o espectáculo, e aspectos da fruição do espectador. É fundamentalmente a partir deste trabalho que se pretende fomentar uma discussão sobre uma poética do encenador e do seu respectivo posicionamento numa estética teatral.
[PDF]

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2010 | Nelson Araújo
A Arquitetura do Plano Oliveiriano
Faculdade de Belas Artes do Porto, Teoria e Crítica da Artes, variante Estudos Artísticos. Orientador: Carlos Melo Ferreira
A extensa obra de Manoel de Oliveira afirma a existência de uma particular conceção de fazer cinema, atapetada numa atitude de constante experimentalismo. A inovadora produção estética deste realizador assenta na forma como é trabalhada a composição dos planos. Assim direcionamos esta investigação para o estudo e análise dos recursos estéticos significativos que operam na arquitetura cinematográfica de Oliveira para, desta forma, responder à nossa interrogação inicial: que elementos estéticos concorrem para a estruturação imagética da obra oliveiriana?

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2007 | José Alberto Pinto
Polifonias do Documentário – Linguagens Sonoras e Plasticidades Documentais (1930-1940)
Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Mestrado em Cultura e Comunicação – variante de Documentário. Orientador: Carlos Miguel de Sá e Melo Ferreira
Estudo acerca do documentário sonoro dos anos 30 e 40 do século XX, desde o pré-sonoro e sonorizado do cinema, até às experimentações sonoro-visuais mais vanguardistas, protagonizadas por diferentes artistas, cineastas e compositores.
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2005 | António Preto
A Poesia Experimental Portuguesa: 1960-1980
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Orientador: Hugo Ferrão
Este trabalho pretende ser uma reflexão em torno da Poesia Experimental Portuguesa, no período compreendido entre 1960, data das suas primeiras realizações, e 1980, momento de estabilização e de institucionalização das práticas experimentais. Movimento de vanguarda estético-literária, a Poesia Experimental Portuguesa participa das diversas correntes do Experimentalismo, surgidas internacionalmente no seguimento da Poesia Concreta, ao mesmo tempo que realiza uma reabilitação crítica de diferentes modelos poéticos, definidos por movimentos históricos como o Barroco e o Dadaísmo ou por autores particulares como Ezra Pound e Stéphane Mallarmé.
Interferindo em múltiplos campos disciplinares, a Poesia Experimental Portuguesa não possui um enquadramento específico, tanto em termos teóricos, como ao nível dos modos de actuação. Guiando-se por um programa de investigação abrangente (que articula princípios do estruturalismo, uma vontade de actualização tecnológica e uma perspectiva materialista sobre a linguagem), apresenta uma produção estética caracterizada pela heterogeneidade e pela hibridez, nomeadamente através de poemas-objectos, poesia-visual, poesia fonética, poesia cinética, poesia-acção, poesia programática, poesia conceptual ou videopoesia. Como estratégias de difusão, a publicação, a exposição e o happening, são as principais formas escolhidas pela Poesia Experimental Portuguesa.
No momento actual, em que se inicia uma recuperação histórica e crítica do fenómeno, este trabalho de investigação pretende contribuir para uma abordagem da Poesia Experimental Portuguesa nas suas limitações específicas, mas também dos seus fundamentos mais resistentes a um enquadramento académico e disciplinar.

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1997 | Isabel Matias
A componente ambiental no planeamento urbano: Programa Municipal de Ambiente
Universidade Nova de Lisboa/Faculdade de Ciências e Tecnologia. Orientadora: Maria do Rosário Partidário